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A luta continua!

manif

E agora, com mais responsabilidades.

A minha humilde homenagem a um dos grandes ícones de uma geração.

Work in Progress

«…determinado modo de empregar a linguagem identifica-se com determinado modo de pensar a sociedade.»

Umberto Eco

Sianspheric - “I Like the Ride” (1995)

Dia de Derby-2

 

Tal como em Setembro,  peço mais uma vez aos jogadores do Benfica que honrem a sua camisola e vençam o seu maior rival.
Força Benfica!

Jogar no campo de um clube assumidamente corrupto é sempre difícil. Desde que certos poderes com modelos inspirados na Sícilia se instalaram nessa instituição em 1978,  tem sido quase impossível o Benfica ganhar no campo da colectividade mais representativa da principal cidade do norte do nosso país.

Porém, em 1991 , numa bela tarde de Abril, César Brito, contra tudo e contra todos contrariou essa tendência. Para mim é muito especial falar no César Brito. Foi até aos dias de hoje  o único jogador nascido na Beira Baixa que foi Internacional A e a sua magnifíca prestação nessa tarde emotiva  é para mim  inesquecível.
Deixo-vos um texto escrito por mim há cerca de 2 anos, que foi publicado no blog ”Cromo dos Cromos“  e que mostra todo o apreço que tenho pelo César Brito:

28 de Abril de 1991, 34ª Jornada do Campeonato Nacional da 1ªDivisão, época 90/91. Nessa tarde, as equipas do FC Porto e do SL Benfica disputavam o 1º lugar: o Benfica estava em 1º lugar com 1 ponto de vantagem sobre o FC Porto. As expectativas para este jogo estavam elevadas ao máximo, visto que, quatro dias antes, no mesmo palco, em jogo a contar para a Taça de Portugal, o Porto tinha levado de vencida o Benfica por 2-1.
O clima era claramente intimidante para o Benfica, desde as suspeições que recaíram no árbitro da partida, Carlos Valente (diziam os dirigentes do Porto que Carlos Valente tinha viajado no mesmo comboio com a comitiva do Benfica até à cidade do Porto), passando pelo cheiro nauseabundo com que os jogadores do Benfica se confrontaram nos balneários das Antas (obrigando-os a equipar nos corredores entre o túnel de acesso ao relvado e os balneários), o apedrejamento do autocarro onde seguia a comitiva benfiquista e, por último, o aparecimento em cena de uma figura do bas-fond do futebol português, o Guarda Abel que, supostamente, fez ameaças várias antes do jogo à equipa do Benfica.
Foi perante esta mistura explosiva que o jogo começou. Foi um jogo bastante “rasgadinho”, até que, aos 81 minutos de jogo, Sven-Goran Eriksson manda César Brito “saltar” do banco para o terreno de jogo. Nesse mesmo minuto César Brito, com um cabeceamento “fulminante”, marca o seu 1º golo no jogo e também para o Benfica; 4 minutos depois, César Brito “mata” o jogo e também as aspirações do Porto com o seu 2º golo.
Foi o jogo que decidiu o Campeonato e o dia de Glória do “Imperador Beirão”, César Brito.
Aos jogadores do Benfica:
Espero que hoje vençam o jogo e honrem a sagrada camisola encarnada que trazem vestida. Tal como em 1991.
Força BENFICA!

Pia FrausSpringsister (2008 )

O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não existe nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Já se não crê na honestidade dos homens públicos. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos vão abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima a baixo! Todo o viver espiritual, intelectual, parado. O tédio invadiu as almas. [...] A ruína económica cresce, cresce, cresce… O comércio definha, A indústria enfraquece. O salário diminui. [...]A intriga política alastra-se por sobre a sonolência enfastiada do País.

in Uma Campanha Alegre (1890-91)”

Seguem-se os elogios.

a)Alguém do Governo aparece por cá para cortar a fitinha de uma qualquer inaguração;
b)Alguma actividade sui generis é realizada (muito raro);
c)Alguns acontecimentos menos positivos conseguem “violar” a pacatez desta cidade.

Ontem, foi a vez da alínea c) ser notícia.
A nossa cidade não está habituada a passar por situações destas.  Sempre foi vista como uma cidade pacata do Interior, e qualquer acontecimento que fira a sua pacatez serve para as pessoas ficarem logo em pânico.
Falo com propriedade sobre o que ontem se passou, porque moro cerca de 100 metros do sitío onde se deu a ocorrência, bem como conheço muito bem as pessoas que infelizmente se viram envolvidas nesta lamentável situação.
Assisti in loco  (cerca de 5 minutos) à operação policial que foi montada para travar o meliante.

Nesse período de tempo, deu para ouvir de tudo: o agente de polícia que tinha sido baleado já tinha falecido; as pessoas que perseguiram o ladrão por terem mau aspecto também eram cúmplices, ou o inocente vendedor da Cabovisão que veio ao meu prédio fazer pela sua vida, só pelo facto de ser africano, também já era cúmplice do crime, e ter-se-ia refugiado aqui no prédio.

É óbvio que estas hipóteses alvitradas no momento, com a irracionalidade implícita ao mesmo à mistura, não passaram disso mesmo.

É por estas e por outras que eu penso muitas vezes que devia ser mais duro de ouvidos. Tanto para muitas conversas de café, como para conversas de rua, ou para o muito lixo gratuito que nos é enviado diariamente pela rádio e pela TV. 
Devemos filtrar aquilo que não interessa para não corrermos o risco de poluir ainda mais a nossa mente…

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